A história do Parque Tingui começa muito antes da criação de seus caminhos, áreas de lazer e atrações culturais. O território onde hoje está localizado o parque já fazia parte da vida dos povos indígenas que habitavam a região antes da formação de Curitiba e do avanço da ocupação urbana.
Com o passar dos séculos, a área acompanhou diferentes momentos da história da cidade. A presença dos povos originários, o crescimento de Curitiba, a necessidade de preservar as margens do Rio Barigui, a implantação do parque e a criação de monumentos culturais transformaram o Tingui em um espaço marcado pela natureza, pela memória e pela diversidade. Atualmente, o Parque Tingui reúne caminhos para caminhada, áreas verdes, espaços de convivência, atrações históricas e importantes símbolos culturais.
Entre seus principais destaques estão a Estátua do Cacique Tindiquera, o Memorial Ucraniano, a Praça Brasil 500 Anos e a obra Raízes Afro-Brasileiras.
Conhecer essa trajetória ajuda a compreender por que o Parque Tingui é muito mais do que uma área destinada ao lazer. Cada período acrescentou novos significados ao local e contribuiu para transformá-lo em um dos espaços históricos, ambientais e culturais mais importantes de Curitiba.

Antes do século XVII — Os povos indígenas e os primeiros habitantes da região
Muito antes da formação de Curitiba, o território onde atualmente se encontra o Parque Tingui era ocupado por povos indígenas que mantinham uma relação próxima com os rios, as matas, os animais e os recursos naturais da região.
Entre essas comunidades estavam os tinguis, povo indígena lembrado atualmente no nome do parque. Os rios e as áreas de vegetação faziam parte da organização das comunidades e forneciam recursos utilizados para alimentação, deslocamentos, produção de instrumentos e outras atividades cotidianas. Os povos originários possuíam amplo conhecimento sobre o território.
As características das florestas, a localização dos cursos de água, as mudanças do clima e o comportamento dos animais eram importantes para a vida das comunidades.
Antes do surgimento das ruas, bairros e construções urbanas, a paisagem era formada principalmente por matas, campos, rios e áreas naturais. O território era utilizado de acordo com os costumes, tradições e conhecimentos transmitidos entre diferentes gerações. Com o avanço da ocupação colonial, muitas dessas comunidades enfrentaram profundas mudanças. A expansão dos povoados, a ocupação das terras e o desenvolvimento urbano alteraram a relação dos povos indígenas com o território.
Mesmo diante dessas transformações, a memória dos primeiros habitantes permaneceu representada em nomes de lugares, histórias locais e monumentos. A escolha do nome Parque Tingui representa uma homenagem aos povos indígenas que habitavam a região onde Curitiba começou a se desenvolver.
Entre as narrativas relacionadas à origem da cidade está a história do Cacique Tindiquera, figura ligada aos povos indígenas que viviam na região.
Embora essa narrativa tenha características de lenda e memória popular, ela se tornou uma das histórias mais conhecidas sobre as origens da cidade. A figura do Cacique Tindiquera passou a representar a presença indígena durante o período de formação de Curitiba.
🧭 Séculos XVII e XVIII — Expansão do povoado e transformação da paisagem
Com o crescimento do povoado, novas áreas começaram a ser ocupadas. A abertura de caminhos, o surgimento de propriedades e o aumento da população modificaram lentamente as paisagens naturais. Regiões próximas aos rios passaram a ser utilizadas para diferentes atividades. Os cursos de água tinham importância para o abastecimento, para os deslocamentos e para a ocupação do território.
Nesse período, as áreas onde futuramente seria implantado o Parque Tingui ainda mantinham características predominantemente naturais.
O Rio Barigui e a vegetação existente em suas margens faziam parte de uma paisagem pouco urbanizada. À medida que Curitiba crescia, os antigos territórios indígenas passaram por mudanças cada vez maiores. A presença dos povos originários foi reduzida em muitas regiões, enquanto novas formas de ocupação passaram a dominar o espaço. Mesmo com essas transformações, referências indígenas continuaram presentes na cultura local.
Nomes de rios, bairros, parques e outros espaços ajudaram a preservar parte dessa memória.
Séculos XVIII e XIX — Crescimento de Curitiba e ocupação das áreas próximas aos rios
Durante os séculos XVIII e XIX, Curitiba ampliou sua importância regional. Novos caminhos comerciais contribuíram para aumentar a circulação de pessoas, mercadorias e atividades econômicas.
Com o crescimento urbano, novas áreas passaram a ser ocupadas e a cidade começou a se expandir além dos primeiros núcleos de formação. Os rios continuaram desempenhando um papel importante nesse desenvolvimento. Ao mesmo tempo em que forneciam recursos naturais, também influenciavam a organização do território.
As margens dos rios apresentavam áreas sujeitas às mudanças naturais do nível da água. Com o avanço das construções, tornou-se necessário desenvolver formas de organizar a ocupação dessas regiões. O Rio Barigui permaneceria como um elemento importante da paisagem e, posteriormente, teria papel fundamental na criação de diferentes parques urbanos.
Nas últimas décadas do século XIX, o Paraná recebeu diferentes grupos de imigrantes europeus. Entre eles estavam milhares de ucranianos que deixaram sua região de origem em busca de novas oportunidades. Muitas famílias se estabeleceram em comunidades rurais do Paraná, onde desenvolveram atividades agrícolas e contribuíram para a formação econômica e social do estado.
Os imigrantes trouxeram costumes, tradições religiosas, manifestações artísticas, técnicas de trabalho, receitas, músicas e diferentes elementos culturais. Mesmo vivendo em um novo país, muitas comunidades buscaram preservar sua identidade. Igrejas, festas religiosas, celebrações, artesanatos e tradições familiares ajudaram a manter os vínculos culturais entre as novas gerações.
A presença ucraniana tornou-se uma das influências mais importantes na formação cultural de diferentes regiões do Paraná. Décadas depois, essa contribuição seria homenageada dentro do Parque Tingui por meio da criação do Memorial Ucraniano.
Início do século XX — Expansão urbana e mudanças ambientais
Nas primeiras décadas do século XX, Curitiba passou por um período de crescimento populacional e urbano. Novos bairros começaram a surgir, as áreas ocupadas aumentaram e diferentes regiões foram integradas à cidade. O desenvolvimento urbano trouxe novos desafios.
A ocupação de áreas próximas aos rios aumentou a necessidade de planejar melhor o crescimento e preservar ambientes naturais. As mudanças na paisagem afetaram cursos de água, áreas de vegetação e regiões sujeitas a alagamentos. Com o passar do tempo, tornou-se cada vez mais importante desenvolver estratégias que permitissem conciliar urbanização e proteção ambiental.
Os parques urbanos começaram a ganhar maior importância como espaços capazes de preservar áreas naturais e oferecer lazer para a população.
Décadas de 1960 e 1970 — Novas propostas de planejamento urbano
Durante as décadas de 1960 e 1970, Curitiba passou a desenvolver novas propostas de planejamento urbano. O crescimento da cidade exigia soluções relacionadas ao transporte, à organização dos bairros, à ocupação do território e à preservação ambiental. Os parques começaram a ser reconhecidos como elementos importantes dentro do planejamento urbano.
Além de criar áreas de lazer, esses espaços poderiam ajudar a proteger rios, preservar a vegetação e reduzir os impactos provocados pela expansão das construções. A criação de áreas verdes próximas aos cursos de água permitia manter regiões naturais protegidas. Ao mesmo tempo, os espaços poderiam ser utilizados pela população para caminhadas, atividades físicas, encontros e momentos de descanso.
Essa visão contribuiu para o desenvolvimento de diferentes parques urbanos ao longo das décadas seguintes.
🌳 Década de 1980 — Consolidação da importância das áreas verdes
Durante a década de 1980, Curitiba ampliou a valorização de parques, bosques e áreas de preservação. Os espaços verdes passaram a fazer parte da identidade urbana da cidade. A relação entre planejamento ambiental e lazer tornou-se cada vez mais presente.
Os parques passaram a oferecer caminhos, áreas de convivência e ambientes destinados à prática de atividades físicas. Ao mesmo tempo, ajudavam a conservar trechos de vegetação e proteger regiões próximas aos rios. A bacia do Rio Barigui ganhou atenção especial.
A criação e a integração de áreas verdes ao longo do rio contribuíram para formar um amplo corredor ambiental. Esse processo preparou o caminho para a implantação do Parque Tingui na década seguinte.
1994 — Implantação oficial do Parque Tingui
Em 1994, o Parque Tingui foi oficialmente implantado, passando a integrar o conjunto de grandes áreas verdes de Curitiba. Sua criação representou uma nova etapa no planejamento urbano e ambiental da cidade, unindo preservação das margens do Rio Barigui, ampliação dos espaços públicos de lazer e valorização da paisagem natural. A implantação do parque contribuiu para proteger áreas próximas ao rio, conservar trechos de vegetação e reduzir os impactos provocados pela expansão urbana.
Ao mesmo tempo, o espaço passou a oferecer novas possibilidades de convivência e contato com a natureza para moradores de diferentes regiões da capital.
Desde os primeiros anos, o Parque Tingui foi estruturado para receber caminhadas, corridas, passeios de bicicleta, atividades recreativas e momentos de descanso. Seus caminhos, áreas abertas, gramados e trechos arborizados passaram a fazer parte da rotina de pessoas que buscavam lazer ao ar livre e maior proximidade com a natureza. A presença do Rio Barigui teve papel fundamental na organização do parque. A paisagem foi desenvolvida de forma integrada ao curso de água, criando um ambiente marcado por áreas verdes, pontes, caminhos e espaços de contemplação.
A escolha do nome Tingui também reforçou a importância histórica do local. O nome homenageia os povos indígenas que habitavam a região antes da formação de Curitiba e contribui para preservar a memória dos primeiros habitantes do território.
Com a implantação oficial, o parque deixou de ser apenas uma área natural e passou a assumir funções ambientais, sociais e culturais. Além de proteger a paisagem, tornou-se um espaço destinado ao lazer, à prática de atividades físicas e à convivência entre moradores e visitantes. O ano de 1994 marcou, portanto, o início da transformação do Parque Tingui em um dos principais espaços verdes de Curitiba.
Nos anos seguintes, a criação de atrações como o Memorial Ucraniano ampliaria ainda mais sua importância histórica, cultural e turística.
26 de outubro de 1995 — Inauguração do Memorial Ucraniano
Em 26 de outubro de 1995, foi inaugurado o Memorial Ucraniano, uma das atrações culturais mais importantes do Parque Tingui e um dos principais símbolos da presença ucraniana no Paraná. O espaço foi criado durante as comemorações do centenário da chegada de um grande contingente de imigrantes ucranianos ao estado, reconhecendo a contribuição dessas comunidades para a formação histórica, cultural e social da região.
A inauguração marcou uma nova fase na trajetória do Parque Tingui. Até então, o local já se destacava por suas áreas verdes, caminhos e espaços de lazer, mas a criação do memorial ampliou sua importância e transformou o parque também em um destino voltado à preservação da memória e à valorização cultural.
O conjunto foi planejado para apresentar elementos ligados à arquitetura, à religiosidade, ao artesanato e às tradições ucranianas. Entre seus principais destaques está a construção inspirada na Igreja de São Miguel Arcanjo, que se tornou uma das imagens mais conhecidas do parque e um dos pontos mais fotografados de Curitiba.
O Memorial Ucraniano também passou a reunir objetos culturais, ícones religiosos, exposições e referências às tradicionais pêssankas, ovos decorados com símbolos e cores que possuem significados ligados à fé, à proteção, à renovação e à prosperidade.
A integração entre as construções do memorial e a paisagem natural do Parque Tingui criou um ambiente singular. Árvores, caminhos e áreas verdes passaram a formar o cenário ao redor das edificações, reforçando a união entre cultura e natureza. A inauguração do Memorial Ucraniano consolidou o Parque Tingui como um espaço que vai além do lazer ao ar livre. A partir de 1995, o parque passou a representar também um importante ponto de preservação histórica, valorização da imigração e celebração da diversidade cultural do Paraná.

Final da década de 1990 — Crescimento da visitação
No final da década de 1990, o Parque Tingui passou a receber um número cada vez maior de visitantes, impulsionado pela consolidação de suas áreas verdes e pela inauguração do Memorial Ucraniano. O local começou a atrair não apenas moradores interessados em lazer e atividades físicas, mas também turistas, estudantes, famílias e grupos interessados em história, cultura e arquitetura.
A presença do Memorial Ucraniano ampliou significativamente o perfil do público que frequentava o parque. Suas construções inspiradas na tradição ucraniana, os elementos religiosos, as exposições culturais e as pêssankas despertaram o interesse de visitantes que buscavam conhecer melhor a influência da imigração no Paraná.
Ao mesmo tempo, as áreas naturais continuaram exercendo um papel importante. Caminhadas, corridas, passeios de bicicleta, momentos de descanso e encontros em família passaram a fazer parte da rotina do parque. Essa combinação entre natureza, lazer e cultura ajudou a diferenciar o Tingui de outros espaços verdes da cidade. Com o aumento da visitação, o parque também ganhou maior presença nos roteiros turísticos de Curitiba. O passeio passou a ser incluído em programações que reuniam parques, memoriais, atrações históricas e outros pontos de interesse da capital.
Ao final da década de 1990, o Parque Tingui já se consolidava como um dos principais espaços de lazer e cultura de Curitiba, preparando o caminho para novas atrações e para o fortalecimento de sua importância turística nos anos seguintes.
Década de 2000 — Ampliação das atividades de lazer
Ao longo da década de 2000, o Parque Tingui ampliou sua importância como espaço de lazer, convivência e atividades ao ar livre. Com a consolidação de suas áreas verdes e o aumento do número de visitantes, o parque passou a fazer parte da rotina de moradores de diferentes regiões de Curitiba.
Os caminhos e áreas abertas começaram a receber uma circulação maior de pessoas interessadas em caminhadas, corridas e passeios de bicicleta. A presença de trechos arborizados, gramados e paisagens próximas ao Rio Barigui tornou o local uma opção agradável para quem buscava praticar exercícios em contato com a natureza. O parque também ganhou destaque como destino para passeios em família. Crianças, adultos e idosos passaram a utilizar os espaços para caminhadas, momentos de descanso, encontros e atividades recreativas.
A presença do Memorial Ucraniano continuou contribuindo para ampliar as experiências disponíveis. Muitos visitantes passaram a combinar o contato com a natureza com visitas culturais, conhecendo a arquitetura, as exposições e as tradições preservadas no memorial.
Essa integração entre lazer e cultura tornou o passeio mais completo. Em uma mesma visita, era possível caminhar pelas áreas verdes, praticar atividades físicas, observar a paisagem, conhecer atrações históricas e aproveitar momentos de descanso. Ao longo da década, o parque também fortaleceu sua presença nos roteiros turísticos de Curitiba. A combinação entre natureza, cultura e espaços de convivência passou a atrair moradores, turistas, estudantes e grupos interessados em conhecer diferentes aspectos da cidade.
Ao final da década de 2000, o Parque Tingui já ocupava uma posição de destaque entre as áreas verdes de Curitiba, reunindo lazer, atividades físicas, convivência, turismo e cultura em uma paisagem integrada ao Rio Barigui.
Década de 2010 — Fortalecimento turístico
Durante a década de 2010, o Parque Tingui fortaleceu sua presença entre os principais pontos turísticos de Curitiba. A combinação entre áreas verdes, atrações culturais, paisagens próximas ao Rio Barigui e espaços voltados ao lazer passou a atrair um número cada vez maior de moradores e visitantes.
Nesse período, Curitiba ampliou a divulgação de seus parques, bosques, memoriais e roteiros urbanos. O Parque Tingui ganhou destaque por oferecer uma experiência diversificada, reunindo contato com a natureza, atividades ao ar livre, história e cultura em um mesmo passeio. O Memorial Ucraniano permaneceu como uma das atrações mais procuradas do parque. Sua arquitetura tradicional, as exposições culturais, os elementos religiosos e as pêssankas despertavam o interesse de turistas que desejavam conhecer melhor a influência da imigração ucraniana na formação do Paraná.
Ao mesmo tempo, os caminhos, gramados e áreas arborizadas continuaram sendo utilizados para caminhadas, corridas, passeios de bicicleta, piqueniques e momentos de descanso. Essa variedade permitia que visitantes com diferentes interesses aproveitassem o parque de acordo com o tempo disponível e o perfil do passeio. O Parque Tingui também passou a ser incluído em roteiros que conectavam outras atrações da cidade.
Durante a década, as redes sociais e os conteúdos publicados na internet ajudaram a ampliar a visibilidade do local. Fotografias das construções do memorial, das áreas verdes e das paisagens naturais despertaram o interesse de novos visitantes e fortaleceram a imagem do parque como um destino turístico.
As atividades culturais realizadas no Memorial Ucraniano também contribuíram para manter o espaço ativo. Celebrações, exposições, apresentações, atividades artesanais e eventos ligados às tradições ucranianas aproximaram o público da história e dos costumes preservados pelas comunidades de descendentes. Além da importância turística, o parque manteve sua função ambiental e social. Moradores continuaram utilizando o espaço como parte da rotina, seja para praticar exercícios, caminhar, encontrar amigos ou aproveitar momentos de tranquilidade em contato com a natureza.
Ao longo da década de 2010, o Parque Tingui consolidou uma identidade marcada pela união entre turismo, natureza, história, cultura e qualidade de vida. O local deixou de ser conhecido apenas como uma área verde e fortaleceu sua posição como um destino capaz de apresentar diferentes aspectos da identidade de Curitiba. Ao final desse período, o parque já estava amplamente inserido nos roteiros turísticos da cidade e continuava atraindo visitantes interessados em conhecer suas paisagens, atrações culturais e espaços de lazer.
✊🏿 22 de novembro de 2022 — Inauguração da obra Raízes Afro-Brasileiras
Em 22 de novembro de 2022, o Parque Tingui recebeu a obra Raízes Afro-Brasileiras, uma escultura criada pelo artista baiano Emanoel Araújo. A inauguração ampliou a diversidade histórica e cultural representada dentro do parque, que já reunia referências aos povos indígenas, à imigração ucraniana e à presença portuguesa.
Com aproximadamente oito metros de altura, a escultura foi produzida em metal e se destaca pela forma monumental e pela forte presença visual em meio às áreas verdes. A obra representa a importância das raízes africanas e a contribuição da população negra para a formação histórica, artística e cultural do Brasil. A instalação ocorreu durante o mês da Consciência Negra, reforçando a proposta de valorização da memória, da diversidade e do combate ao preconceito.
A obra também passou a integrar o conjunto de manifestações artísticas instaladas em espaços públicos de Curitiba, aproximando a população da arte de maneira gratuita e acessível. O local escolhido para receber a escultura favoreceu a integração entre a estrutura metálica, a vegetação e a paisagem do Parque Tingui, criando um novo ponto de interesse para moradores, turistas, estudantes e visitantes interessados em arte e história.
Com a inauguração de Raízes Afro-Brasileiras, o Parque Tingui fortaleceu sua identidade como um espaço multicultural. A Estátua do Cacique Tindiquera preserva referências aos povos originários, o Memorial Ucraniano valoriza a história da imigração, a Praça Brasil 500 Anos apresenta elementos ligados à presença portuguesa e a nova escultura amplia a representação da herança africana.
Atualmente, a escultura Raízes Afro-Brasileiras integra o conjunto de atrações artísticas e históricas do Parque Tingui, contribuindo para transformar o espaço em um encontro entre natureza, arte, memória, identidade e diversidade cultural.
Parque Tingui atualmente
Atualmente, o Parque Tingui é um dos principais espaços verdes, culturais e turísticos de Curitiba. Localizado às margens do Rio Barigui, o parque continua exercendo um importante papel na preservação ambiental e, ao mesmo tempo, oferece áreas destinadas ao lazer, à prática de atividades físicas, à convivência e ao contato com a natureza.
Seus caminhos, gramados, áreas arborizadas e espaços próximos ao rio recebem diariamente moradores e visitantes interessados em caminhar, correr, pedalar, fotografar, descansar ou aproveitar momentos ao ar livre. A variedade de ambientes faz com que o parque seja procurado por famílias, esportistas, turistas, estudantes e pessoas que buscam tranquilidade dentro da cidade.
O Memorial Ucraniano permanece como uma das atrações mais conhecidas do Parque Tingui. Sua arquitetura, exposições, símbolos culturais e tradições continuam atraindo visitantes interessados em conhecer a influência da imigração ucraniana na formação do Paraná. O espaço também recebe atividades culturais e celebrações que ajudam a manter viva essa herança.
Além do memorial, o parque reúne outros elementos históricos e artísticos. A Estátua do Cacique Tindiquera preserva a memória dos povos indígenas ligados à origem de Curitiba, enquanto a Praça Brasil 500 Anos apresenta referências ao período das grandes navegações. A obra Raízes Afro-Brasileiras amplia a diversidade cultural do local ao valorizar a contribuição da população negra para a formação do país.
A presença do Rio Barigui também continua sendo fundamental para a paisagem e para o equilíbrio ambiental da região. As áreas próximas à água favorecem a presença de aves, capivaras e outros animais, tornando o passeio ainda mais interessante para quem gosta de observar a natureza. O Parque Tingui também faz parte de diferentes roteiros turísticos de Curitiba. Muitos visitantes combinam a visita com outros parques, atrações culturais, restaurantes e pontos turísticos próximos, criando programações mais completas pela cidade.
Hoje, o Parque Tingui representa um encontro entre natureza, lazer, preservação, história e diversidade cultural. Sua trajetória continua sendo construída diariamente pelas pessoas que utilizam o espaço e pelas ações que ajudam a conservar suas áreas verdes, monumentos e atrações para as próximas gerações.
🕒 Linha do tempo resumida da história do Parque Tingui
• Antes do século XVII — Presença indígena: A região era habitada por povos indígenas, incluindo os tinguis. O nome do parque preserva a memória desses primeiros habitantes.
• Século XVII — Formação de Curitiba: A figura do Cacique Tindiquera passou a fazer parte das narrativas relacionadas à origem e à formação da cidade.
• Final do século XIX — Imigração ucraniana: Imigrantes ucranianos chegaram ao Paraná e contribuíram para a cultura, a economia e a formação social do estado.
• Início da década de 1990 — Planejamento do parque: Curitiba avançou em projetos de preservação das margens do Rio Barigui e na criação de novas áreas públicas de lazer.
• 1994 — Implantação do Parque Tingui: O Parque Tingui foi oficialmente implantado, reunindo áreas verdes, caminhos, espaços de convivência e atividades ao ar livre.
• 26 de outubro de 1995 — Memorial Ucraniano: Foi inaugurado o Memorial Ucraniano, criado para valorizar a história, a arquitetura e as tradições da imigração ucraniana no Paraná.
• Final da década de 1990 — Crescimento da visitação: O parque ganhou destaque entre moradores e turistas por combinar natureza, lazer, cultura e história.
• 19 de abril de 2000 — Praça Brasil 500 Anos: Foi inaugurada a Praça Brasil 500 Anos, ampliando as referências históricas presentes no parque.
• Década de 2000 — Ampliação do lazer: Caminhadas, corridas, passeios de bicicleta, piqueniques e atividades em família passaram a fazer parte da rotina do local.
• Década de 2010 — Fortalecimento turístico: O Parque Tingui consolidou sua presença nos roteiros turísticos de Curitiba, especialmente por causa do Memorial Ucraniano e de suas paisagens naturais.
• 22 de novembro de 2022 — Raízes Afro-Brasileiras: O parque recebeu a obra Raízes Afro-Brasileiras, ampliando a valorização da diversidade cultural.
• Atualmente: O Parque Tingui reúne natureza, lazer, história, arte e preservação ambiental, sendo um dos principais espaços verdes e culturais de Curitiba.
História, memória e natureza em um só lugar
O Parque Tingui é um espaço onde diferentes momentos da história de Curitiba se encontram em meio à natureza. Suas áreas verdes, caminhos e paisagens próximas ao Rio Barigui preservam a relação da cidade com o meio ambiente, enquanto monumentos e atrações culturais ajudam a contar parte da formação histórica do Paraná.
O próprio nome Tingui mantém viva a memória dos povos indígenas que habitavam a região antes do desenvolvimento urbano. A presença da Estátua do Cacique Tindiquera reforça essa ligação e representa a importância dos povos originários para a história de Curitiba. Outro grande destaque é o Memorial Ucraniano, criado para valorizar a contribuição dos imigrantes ucranianos ao desenvolvimento cultural, social e econômico do estado. Sua arquitetura, seus símbolos e suas tradições transformaram o parque em um importante espaço de preservação da memória e da identidade cultural.
Ao longo dos anos, novas obras e monumentos ampliaram a diversidade representada no local. A Praça Brasil 500 Anos acrescentou referências à presença portuguesa, enquanto a obra Raízes Afro-Brasileiras passou a valorizar a contribuição da população negra para a formação histórica e cultural do país. Atualmente, o parque reúne história, memória, arte, preservação ambiental e convivência em um mesmo espaço.
Cada monumento, caminho e atração ajuda a contar uma parte dessa trajetória, tornando a visita mais rica, educativa e significativa.
